Brechós: a escolha empreendedora de mulheres em tempos de crise e apoio mútuo
Mulheres estão enxergando nos brechós uma chance de empreender e aumentar a renda, com casos como o de Stella e Karla, que transformaram vendas informais em um negócio que já representa 70% da renda familiar. Apesar das dificuldades culturais e preconceitos sobre roupas usadas, o movimento cresce e ganha força com apoio mútuo e inovação (quem diria que brechó poderia ser chique?).

Em tempos de crise, a criatividade vai lá em cima, e as mulheres estão mostrando como transformar desafios em oportunidades. Os brechós, por exemplo, têm se tornado um verdadeiro trampolim para o empreendedorismo feminino, oferecendo uma alternativa viável para quem quer começar do zero, mas sem muito capital. Vamos entender essa tendência?
Oportunidade em meio à crise
Stella Sarmento e Erikarla Sarmento são exemplos de como o brechó pode ser uma boa saída. Formadas em Arquitetura e Engenharia Civil, respectivamente, elas decidiram empreender em um momento em que a renda familiar estava apertada. Com um investimento inicial pequeno, o que começou como uma atividade de final de semana rapidamente se transformou em um negócio que representa 70% da renda delas. Karla, uma das sócias, explica: “A ideia de renda extra ficou pra trás e nosso plano é fazer desse valor 100%.” (E quem não quer isso?)
Dados que fazem a diferença
Segundo o Sebrae, cerca de 9,3 milhões de mulheres empreendem no Brasil, o que representa 34% do total de donos de empresas. Desses, 16% têm ensino superior — uma diferença significativa em relação aos homens. Apesar do avanço, o ambiente ainda pode ser hostil, e muitas mulheres enfrentam barreiras para se estabelecer no mercado. O apoio de amigos e familiares, como no caso de Stella e Karla, é fundamental para não desistir. “Aqui as ‘manas’ se apoiam muito. O carinho e atenção que oferecemos ao cliente nos fortalece,” comenta Karla.
Quebrando estigmas e inovando no brechó
Apesar de estarem em alta, os brechós ainda enfrentam um certo preconceito. Muitas pessoas ainda se perguntam: “Por que pagar caro por uma roupa velha?” (A gente sabe que essa mentalidade é um desafio.) Para driblar isso, Stella e Karla decidiram transformar o ambiente do brechó em algo mais acolhedor, quase como uma boutique. Esse “ar de boutique” ajudou a atrair clientes e desmistificar a ideia de que brechó é sinônimo de peças em mau estado.
Público-alvo e benefícios
O público delas é bem variado, mas a faixa etária que mais frequenta o brechó é de 16 a 40 anos. Karla se orgulha ao ver que os jovens trazem seus pais e avós para conhecer as peças. “É gratificante ver que eles se tornam clientes frequentes,” conta. Além de atender a todos os biotipos, o brechó ainda colabora com o consumo consciente e a diminuição de resíduos das grandes indústrias. (Um ponto a favor, não é mesmo?)
Planejamento e união no empreendedorismo
Karla dá algumas dicas valiosas para quem quer empreender: “Tire a vontade e os sonhos do papel, estude o mercado, encontre seu público e sempre tenha novidades.” Além disso, ela destaca a importância de tratar o negócio com profissionalismo e de cativar os clientes, que são a essência de qualquer empreendimento. “Não veja seu colega como concorrente. Tem público para todos,” sugere.
Ela ainda enfatiza que a união entre empreendedores pode otimizar o tempo e trazer mais satisfação. “Nem tudo vai sair como planejado, mas isso é uma oportunidade de aprendizado,” finaliza Karla. (E quem não gosta de uma boa lição?)
- Separe suas peças que têm um “ar de boutique” e crie um espaço especial no seu brechó para atrair clientes que buscam algo diferente.
- Comunique-se com seus clientes sobre a importância do consumo consciente — isso pode ser um diferencial na sua comunicação.
- Promova um evento mensal com peças a partir de R$5, assim como as amigas de Manaus, para atrair novos clientes e aumentar suas vendas.


