A roupa de segunda mão conquista o mercado digital espanhol
A roupa de segunda mão conquista o mercado digital espanhol. A compra online se torna um hábito, impulsionado pela economia e consciência ambiental.

A realidade é que a moda de segunda mão está ganhando força na Espanha, e não é só uma fase passageira. Um estudo recente revelou que **64% dos consumidores espanhóis** adotaram a compra de roupas de segunda mão online como um hábito consolidado. Isso se deve principalmente ao desejo de economizar e à crescente consciência ambiental (quem não quer fazer a sua parte, não é mesmo?).
Transformação do setor têxtil
O setor têxtil está passando por uma transformação significativa, impulsionada por uma mudança na mentalidade dos consumidores. A busca por alternativas mais responsáveis está se tornando uma prioridade, afastando-se do modelo tradicional de moda rápida. Essa tendência reflete a consolidação da economia circular nas decisões diárias das famílias.
Nos últimos três anos, **64% dos espanhóis** começaram a comprar roupas de segunda mão através de plataformas online, segundo o relatório Consumer Research 2026 da ING. Isso mostra que o comércio de usados deixou de ser uma opção marginal e se tornou um comportamento comum que está mudando as dinâmicas do mercado.
O que está por trás dessa mudança?
As novas gerações estão liderando essa mudança em direção a uma indústria têxtil mais ética. As plataformas digitais tornam o acesso a peças únicas e variadas muito mais fácil. Além disso, a redução de resíduos se tornou a principal prioridade entre os consumidores. É a economia circular se afirmando como a alternativa definitiva para o futuro da moda.
Dados que falam por si
De acordo com o estudo da ING, **75% dos cidadãos** compram produtos usados anualmente, com um gasto médio de **167 euros** por pessoa. Além disso, a OCU (Organização de Consumidores e Usuários) aponta que os consumidores economizam, em média, **21%** ao optar por itens de segunda mão. As roupas são as preferidas, representando **48%** das compras, e **50%** dos usuários também vendem roupas online, com ganhos de cerca de **137 euros** por venda.
- **69%** dos consumidores preferem transações entre particulares.
- O interesse pelo consumo consciente está crescendo, especialmente entre os jovens da Geração Z.
Desafios e preocupações
Apesar do crescimento, ainda existem preocupações sobre a condição real dos produtos. A incerteza quanto à fidelidade das fotos é um dos fatores que preocupa os compradores. A OCU pede a melhoria dos mecanismos de reclamação, já que **apenas 5%** dos usuários relataram problemas. A profissionalização do setor é essencial para garantir a confiança dos novos consumidores.
O salto digital e as plataformas em ascensão
O canal digital se tornou a principal via para a compra e venda de roupas de segunda mão. Aplicativos populares como **Vinted** e **Wallapop** facilitam o intercâmbio entre particulares, oferecendo transações sem comissões diretas. A agilidade e a disponibilidade dessas ferramentas são muito apreciadas pelos usuários.
Plataformas especializadas, como **Percentil** e **Micolet**, garantem revisões rigorosas de qualidade, permitindo que os compradores acessem catálogos cuidadosamente inspecionados. Isso reduz as barreiras associadas a defeitos têxteis e aumenta a confiança dos consumidores.
O comércio físico de segunda mão também está se transformando. Existem atualmente **861 lojas** dedicadas ao setor têxtil na Espanha, com espaços que valorizam a experiência do consumidor, tornando o ambiente mais atraente e agradável.
Desafios do fast fashion
A indústria da moda rápida enfrenta questionamentos devido aos seus impactos ambientais. O modelo de produção em massa gera altos volumes de resíduos têxteis, e a população está cada vez mais exigente quanto a compromissos éticos. **55%** dos consumidores se preocupam com as condições de trabalho na indústria, e **45%** estariam dispostos a pagar mais por roupas fabricadas de forma justa.
Além disso, **60%** dos entrevistados acreditam que consumir menos é uma maneira eficaz de ajudar o meio ambiente. A reventa integrada em marcas tradicionais também está se tornando uma resposta às demandas por circularidade, e os consumidores estão abandonando preconceitos antigos sobre roupas usadas.
Impacto social e futuro da moda circular
As iniciativas de segunda mão não só geram benefícios ambientais, mas também promovem dinamismo social. Projetos como os da **Cáritas** coletam roupas que se transformam em oportunidades de emprego para pessoas em situação vulnerável.
Para fomentar a economia local, surgem propostas sustentáveis, como lojas geridas por cooperativas que promovem o intercâmbio ético. A venda de roupas reutilizadas gera cadeias de valor locais, mostrando que a moda sustentável pode ser viável comercialmente.
A doação responsável é fundamental. A população ajuda a classificar peças utilizáveis, e **50%** do volume recebido é reutilizado em condições adequadas, enquanto apenas **7%** acaba em aterros sanitários.
- O relatório da ING mostra que 64% dos consumidores estão comprando roupas de segunda mão online — considere criar uma seção exclusiva para esse tipo de produto no seu brechó.
- 75% dos espanhóis compram produtos usados anualmente — organize um evento mensal de troca de roupas em sua loja para atrair novos clientes.
- As plataformas digitais estão facilitando as vendas — teste uma nova estratégia de venda online para ampliar seu público.


