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Mercado & Economia

Mercado de Revenda Ultrapassa Recorde de R$ 393 Bilhões em 2026

O mercado global de revenda cresceu para um negócio de R$ 393 bilhões, representando cerca de 10% de todo o dinheiro gasto em roupas.

há cerca de 5 horas4 min de leitura
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Mercado de Revenda Ultrapassa Recorde de R$ 393 Bilhões em 2026

A real é que o mercado global de revenda de roupas não é mais uma tendência passageira: ele se transformou em um verdadeiro colosso de R$ 393 bilhões. Para você ter uma ideia, isso representa cerca de 10% de tudo que se gasta no mundo com vestuário. E quem está puxando essa mudança? A geração Z e os millennials, que estão comprando roupas de segunda mão quase quatro vezes mais rápido do que o mercado de moda tradicional em 2025.

O Crescimento do Mercado de Revenda

O mercado de revenda de luxo, por exemplo, já vale cerca de R$ 41,6 bilhões e continua em ascensão. As marcas que antes resistiam a essa tendência agora estão se rendendo e se adaptando. O que antes era visto como uma necessidade (quem nunca precisou economizar?) agora se tornou uma maneira aspiracional de fazer compras. E, convenhamos, quem não gostaria de comprar um item de grife por um preço mais acessível?

Um exemplo prático: Maya, uma usuária comum, consegue vender três vestidos pelo celular antes do café da manhã e, na volta para casa, compra um casaco de designer quase novo pela metade do preço. E ela não está sozinha. Há centenas de milhões de pessoas como ela por aí, aproveitando as vantagens do mercado de revenda.

O Que Está Por Trás do Sucesso

O que mudou para que a revenda se tornasse tão popular? Três fatores principais estão em jogo:

  • Dinheiro: Com a inflação e os preços elevados, as pessoas perceberam que comprar roupas de segunda mão é uma forma inteligente de esticar o orçamento. Além disso, vender roupas que não usam mais pode gerar uma graninha extra.
  • Sustentabilidade: A nova geração se preocupa com o meio ambiente e valoriza a ideia de manter as roupas em uso e fora dos aterros sanitários. E isso é algo que eles têm orgulho de compartilhar.
  • Cultura: Possuir algo vintage ou de segunda mão virou um símbolo de status. O que antes era visto como “herança” agora é encarado como uma “caça ao tesouro”. Essa mudança de percepção acendeu a paixão por peças únicas.

As pesquisas mostram que a maioria dos consumidores já comprou ou vendeu algo de segunda mão pelo menos uma vez, e a geração Z compra esses itens a uma taxa duas vezes maior do que as gerações mais velhas. Para eles, revender não é algo vergonhoso, mas sim uma forma inteligente e sustentável de fazer compras.

A Revolução no Mercado de Luxo

O mercado de revenda de luxo é um dos segmentos que mais crescem. Com um valor estimado em R$ 41,6 bilhões em 2026, ele deve chegar a R$ 60 bilhões até 2030. Itens como bolsas, relógios e roupas de grife agora são comercializados em plataformas dedicadas, que garantem a autenticidade dos produtos, oferecendo segurança para quem compra. Alguns itens se tornaram verdadeiros ativos financeiros: uma bolsa Hermès Birkin, por exemplo, pode manter ou até aumentar seu valor ao longo do tempo, superando até mesmo o desempenho de investimentos tradicionais como ouro ou ações.

Para as marcas de luxo, a situação é delicada. Um mercado de revenda forte pode valorizar seus produtos e atrair compradores mais jovens, mas também significa vendas que não estão sob seu controle. A resposta inteligente foi abraçar a revenda, em vez de vê-la como uma ameaça.

Como as Marcas Estão se Adaptando

As marcas mais espertas pararam de tratar a revenda como um inimigo e começaram a vê-la como uma oportunidade. Gigantes como Levi’s, Patagonia, Lululemon, Zara e Gucci lançaram programas de recompra, permitindo que os clientes vendam itens antigos e incentivando-os a comprar novos. Outras marcas firmaram parcerias com grandes plataformas de revenda, criando programas de troca. Dessa forma, as marcas mantêm uma conexão com a segunda vida de seus produtos e ainda coletam dados valiosos sobre os consumidores.

A tecnologia também está impulsionando essa transformação. A inteligência artificial já ajuda a autenticar produtos, precificar itens e conectar compradores com peças de segunda mão que eles estão procurando. À medida que essas ferramentas melhoram, a experiência de compra de itens usados se torna cada vez mais parecida com a de comprar novos.

O Futuro do Mercado de Revenda

O que podemos esperar para o futuro? As linhas entre novos e usados continuarão a se misturar. Em breve, um aplicativo de marca pode mostrar um novo casaco e sua versão usada lado a lado, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Os mercados emergentes também são a próxima fronteira, à medida que a cultura de revenda se espalha além dos tradicionais centros de consumo dos EUA e Europa. O hábito de comprar de segunda mão está se consolidando, a infraestrutura está amadurecendo e os consumidores que impulsionam essa mudança estão se tornando mais velhos e mais abastados. Para um setor que mal era notado há uma década, essa é uma posição notável.

O mercado de revenda não é mais uma moda passageira, mas um novo padrão de consumo que veio para ficar.
"O mercado de revenda está se transformando em um pilar fundamental do setor de moda."

Insights para Seu Brechó

  • O mercado de revenda de roupas cresceu para R$ 393 bilhões — que tal organizar um bazar mensal com peças a partir de R$ 10, atraindo novos clientes para o seu brechó?
  • Marcas como Levi’s e Gucci estão lançando programas de recompra — considere criar um programa similar, incentivando seus clientes a trazerem peças antigas em troca de descontos nas compras.
  • A geração Z compra itens de segunda mão duas vezes mais que as gerações mais velhas — monte uma seção de roupas jovens e trendy no seu brechó, destacando a sustentabilidade.
Fonte: Google News - Resale Fashion
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