Sustentabilidade

O ressurgir consciente do vestir: a moda de segunda mão ganha força na Colômbia

O ressurgir consciente do vestir, a moda de segunda mão ganha força na Colômbia, impulsionada pela economia circular e pela geração Z, em um contexto global onde a sustentabilidade se torna um imperativo.

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O ressurgir consciente do vestir: a moda de segunda mão ganha força na Colômbia

A realidade é que a moda de segunda mão está em alta na Colômbia, e isso não é só uma tendência passageira. O que está acontecendo é um verdadeiro ressurgir consciente do vestir, impulsionado pela economia circular e pela geração Z. Em um cenário global onde a sustentabilidade se torna cada vez mais essencial, a moda de segunda mão se destaca como uma alternativa prática e responsável.

O impacto da moda na sustentabilidade

Vamos aos números: a indústria da moda é uma das mais poluentes do planeta, responsável por cerca de 10% das emissões globais de carbono. Com isso, o papel dos consumidores se torna crucial. Cada vez mais, as pessoas estão em busca de alternativas que ajudem a reduzir sua pegada ecológica. E é aí que entra a moda de segunda mão, que, antes vista com desconfiança, agora é vista como uma opção viável e até desejável, especialmente entre os jovens.

Crescimento do mercado de roupas de segunda mão

Um estudo recente do Centro de Pesquisa Estratégica da EAE Business School revela que o mercado de roupas de segunda mão na Colômbia alcançou um volume de vendas de 1,2 bilhões de pesos em 2023, com uma previsão de crescimento anual de 20%. Isso não é só sobre economizar; é uma mudança significativa nos hábitos de consumo dos colombianos, com a sustentabilidade ganhando cada vez mais espaço nas decisões de compra.

Plataformas digitais como catalisadores

A proliferação de plataformas de e-commerce tem sido um fator chave para o crescimento desse setor. Aplicativos como Vinted, Wallapop, Depop, eBay e a colombiana GoTrendier facilitaram o acesso a roupas de segunda mão, mudando a forma como as pessoas compram e vendem. Além disso, marcas conhecidas como Levi's estão implementando programas de recompra de suas próprias peças, reconhecendo a importância de prolongar o ciclo de vida de seus produtos.

A experiência de compra e as preferências do consumidor

A combinação de lojas físicas e plataformas digitais está se consolidando como o modelo preferido, especialmente para aqueles que ainda valorizam a experiência de ver e tocar as peças antes de comprar. Essa estratégia omnicanal permite que os varejistas de roupas de segunda mão atinjam um público mais amplo, adaptando-se às preferências dos consumidores.

"Se bem que os consumidores valorizem o preço, o estado e a qualidade da peça ao optar por segunda mão, a sustentabilidade ainda não é a principal motivação de compra. Isso representa uma oportunidade estratégica para marcas que desejam usar a sustentabilidade como um diferencial." — Tatiana Valoira, EAE Business School

Gerações em foco

Na Colômbia, Millennials e a Geração Z estão liderando essa tendência, e globalmente, representam mais de 60% dos consumidores de roupas usadas. Eles buscam economia, peças únicas que expressem sua individualidade e têm uma crescente consciência ambiental.

O papel das marcas e das lojas físicas

Apesar do crescimento das plataformas digitais, as lojas físicas de roupas de segunda mão ainda têm um papel importante, especialmente entre consumidores mais velhos que preferem a experiência presencial. Por isso, combinar a presença física com a digital é fundamental para que os negócios nesse setor continuem a crescer.

Além disso, muitas marcas convencionais e grandes varejistas estão começando a aceitar doações de roupas usadas, buscando dar uma nova vida a materiais que, de outra forma, iriam para o lixo. A resposta dos consumidores a essas iniciativas tem sido positiva, refletindo uma crescente consciência sobre a importância de prolongar o ciclo de vida das roupas.

Um futuro sustentável

As especialistas da EAE Business School afirmam que o próximo Dia Mundial do Meio Ambiente é uma oportunidade valiosa para que tanto consumidores quanto marcas de moda se unam a essa mudança de paradigma. Ambos têm um papel fundamental em promover um consumo que priorize a sustentabilidade e a economia circular.

O ressurgir consciente do vestir na Colômbia, impulsionado pela moda de segunda mão e pela crescente consciência ambiental, sinaliza um futuro mais sustentável e responsável para a indústria da moda.

Insights para seu brechó

  • O mercado de roupas de segunda mão na Colômbia cresceu 20% em 2023 — monte uma seção de peças de segunda mão no seu brechó e destaque a economia circular.
  • As plataformas digitais estão facilitando a compra e venda de roupas usadas — considere criar uma loja virtual para complementar seu brechó físico.
  • Os jovens buscam peças únicas e originais — separe suas melhores peças vintage e monte uma vitrine destacando a individualidade.
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