Marketplace permite que brechós infantis vendam roupas usadas com facilidade.
A franquia de brechós infantis Arena Baby lançou um marketplace para facilitar a compra e venda de roupas usadas, permitindo que lojas apresentem seus estoques para todo o Brasil. Isso pode ser um exemplo interessante para brechós que buscam diversificar suas vendas online e otimizar a troca de peças (seja lá o que for que você tenha em casa).

A pandemia trouxe desafios para muitos negócios, mas o nascimento e crescimento de bebês continuou a todo vapor. Para a franquia de brechós infantis Arena Baby, que opera com um modelo 100% físico, esses desafios foram intensificados. O fechamento temporário de suas 19 lojas durante quase dois meses impactou diretamente suas operações, mesmo em um cenário onde as roupas de bebê continuam a ser uma necessidade constante (porque, convenhamos, eles crescem rápido demais).
A transição para o digital
Com a pandemia, muitas empresas se viram forçadas a buscar alternativas digitais. No caso da Arena Baby, a situação não era diferente. Flávio Thenório, sócio-fundador da marca, explica que a metodologia da empresa é baseada na moda circular, que envolve o recebimento, venda e troca de peças. Ou seja, mesmo com a demanda crescente, o modelo offline não se sustentava mais.
As redes sociais da marca começaram a receber propostas de vendas e pedidos de compras, o que acendeu um alerta: era hora de levar o negócio para o digital. Embora as lojas tenham conseguido operar via WhatsApp, isso não era suficiente. Cada unidade tinha um estoque único, o que tornava inviável a criação de um e-commerce unificado.
A solução: um marketplace
Foi então que surgiu a ideia de criar um marketplace, onde todas as lojas, tanto as próprias quanto as franqueadas, pudessem apresentar seus estoques e vendê-los em um único canal para clientes de todo o Brasil. A construção dessa plataforma foi feita em tempo recorde, com um investimento estimado de R$ 200 mil. E, sim, isso é uma jogada inteligente para ampliar o alcance do negócio.
O marketplace permite que os clientes não apenas comprem novas peças, mas também enviem as que têm em casa. Durante a pandemia, a Arena Baby já estava realizando a retirada dos produtos na casa dos clientes ou aceitando envios pelos Correios. Agora, com a plataforma online, o cliente pode enviar suas peças para avaliação, o que é especialmente vantajoso, considerando que muitos pais têm uma quantidade considerável de itens que já não usam mais.
Quando um cliente vende suas peças para a Arena Baby, ele recebe créditos que podem ser trocados por outros produtos. Até agora, esses créditos eram válidos apenas na loja onde a transação ocorreu, mas com o marketplace, a marca está criando uma carteira digital que permitirá o uso em qualquer unidade. E essa moeda própria já ganhou o nome de Ecodin.
O futuro do marketplace
Atualmente, o único recurso que ainda não está disponível no marketplace é a troca de peças, mas Flávio já adianta que esse serviço está em desenvolvimento e deve ser lançado em uma futura atualização da plataforma. As três unidades próprias da Arena Baby já estarão disponíveis no Arena Baby Online a partir de outubro, enquanto os franqueados começarão a integrar o sistema de forma escalonada no mês seguinte.
A logística será operada pelas próprias unidades, o que garante que a operação continue a fluir mesmo em um cenário de incertezas. Flávio acredita que o marketplace veio para ficar e que, contratualmente, novos franqueados já terão essa ferramenta inclusa em seus contratos. A expectativa é que essa inovação traga um aumento de 20% nas vendas das lojas.
O mercado de segunda mão está em alta, e a Arena Baby não é a única que percebeu isso. Durante a pandemia, muitas franquias de moda enfrentaram perdas significativas, com algumas chegando a uma retração de até 47% em julho, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). No entanto, Flávio observa que, em tempos de crise, o tamanho da “pizza” do mercado aumenta, já que as pessoas buscam opções mais acessíveis.
O mercado de roupas de segunda mão
Embora ainda não existam dados consolidados sobre o mercado de roupas de segunda mão no Brasil, o cenário internacional é promissor. Nos Estados Unidos, esse segmento representava cerca de US$ 7 bilhões em 2019 e é estimado em R$ 36 bilhões para 2024, segundo um estudo do e-commerce thredUp. O crescimento do e-commerce de roupas de segunda mão é impressionante: entre 2019 e 2021, espera-se um aumento de 69% nas vendas online, enquanto o varejo tradicional projeta uma queda de 15%.
- O marketplace da Arena Baby pode inspirar você a criar uma plataforma online para seu brechó, facilitando a venda e troca de peças.
- Com a moda circular em alta, pense em como você pode implementar esse conceito no seu negócio, promovendo a troca de peças entre clientes.
- Aposte em promoções para atrair clientes que buscam opções mais acessíveis, especialmente em tempos de crise.
