Irmãs criam brechó de sucesso e faturam R$ 6 milhões com roupas de segunda mão
Irmãs paulistanas faturaram R$ 6 milhões com o brechó Daz Roupas e agora lançam um clube de assinatura para expandir o negócio. A estratégia inclui a venda de peças de desapego, mantendo um fluxo constante de novidades (quem não ama uma loja sempre cheia de surpresas?).

Em 2015, a paulistana Gabriella Wolff estava em busca de uma renda extra e decidiu que era hora de desapegar das roupas que não usava mais. A história começa em um cabeleireiro, onde ela perguntou às funcionárias se elas gostariam de conferir algumas peças. No dia seguinte, lá estava ela com duas malas cheias e, em apenas 30 minutos, vendeu tudo. A partir desse momento, um estalo: as clientes ficaram felizes em adquirir roupas de marca com boa qualidade e, assim, nasceu a Daz Roupas, um brechó que faturou nada menos que R$ 6 milhões em 2021, tanto com seu e-commerce quanto com a loja física.
A parceria que deu certo
Gabriella não estava sozinha nessa jornada. Ela convidou sua irmã, Julia Wolff, para se juntar ao negócio. No início, em 2016, sem capital para investir, elas começaram vendendo roupas de amigas por consignação, ou seja, só pagavam às donas depois que as peças eram vendidas. Três meses depois, conseguiram juntar um dinheirinho e passaram a adquirir as roupas antes de vendê-las.
O objetivo inicial era montar um estoque e abrir uma loja. As vendas começaram em cabeleireiros, o que deu origem ao nome da empresa, já que as irmãs ficaram conhecidas como as “meninas das roupas”. Em abril de 2016, elas abriram seu primeiro espaço físico dentro de uma galeria, um teste que logo se mostrou promissor. “Era um espaço bem pequeno e já fizemos muito sucesso”, conta Julia.
Crescimento acelerado
Ao final do primeiro ano, a demanda já exigia uma mudança de espaço e elas encontraram uma loja maior em Pinheiros, São Paulo. “Foi uma loucura. As clientes já queriam entrar na loja antes de estar pronta”, lembra Julia. Com o aumento do movimento, as vendas em cabeleireiros foram abandonadas e, dois anos depois, uma nova mudança foi necessária para acomodar o crescimento.
Um dos segredos do sucesso das irmãs foi a constante chegada de novas peças. “Sempre recebíamos mensagens perguntando quais roupas chegariam. Também usamos as redes sociais para publicar os lançamentos”, explica Gabriella. Essa interação próxima com as consumidoras se tornou um diferencial importante.
Desafios e oportunidades na pandemia
A loja física estava indo tão bem que as irmãs não pensavam em vender online, cientes dos desafios logísticos que isso implicaria. Mas em fevereiro de 2020, elas decidiram criar o e-commerce, pouco antes da pandemia. “Nossa loja tinha uma fila enorme para entrar e foi desesperador quando tivemos que fechar na quarentena. Então cadastramos todas as nossas peças no site”, conta Julia.
Essa nova dinâmica trouxe desafios, já que elas costumavam receber cerca de 400 produtos por dia. “Era mais trabalhoso ter que colocar todos os dados no site”, explica. Contudo, com a lealdade dos clientes, o e-commerce rapidamente conquistou adeptos. “Tivemos tanto acesso que o site ficou instável, então comecei a subir as peças de madrugada. Ainda assim, vendemos muito rápido”, diz Julia. Hoje, mesmo com a reabertura das lojas físicas, o site representa 50% do faturamento e recebe 200 peças por dia, com estoques organizados para evitar que duas pessoas comprem o mesmo produto.
Inovações e expansão
Em dezembro de 2021, elas abriram uma nova unidade da loja física em São Paulo e lançaram um clube de assinaturas com mensalidade de R$ 3,99. Esse clube permite que as clientes aluguem roupas por metade do valor de venda, usem por 30 dias e depois devolvam. Caso queiram ficar com a peça, podem pagar a diferença. “É muito legal porque, muitas vezes, a pessoa só quer uma roupa para um evento específico. Depois que ela devolver, outro cliente pode usar no mês seguinte”, explica Gabriella. “Passamos a ser uma extensão do guarda-roupa”, completa.
Agora, o plano das irmãs é expandir ainda mais a marca, com a meta de inaugurar 10 lojas em São Paulo nos próximos dois anos. Um verdadeiro case de sucesso, não acha?
- O Daz Roupas recebe cerca de 15 mil peças por mês — que tal organizar um sistema de troca de roupas entre suas clientes para aumentar o estoque do seu brechó?
- As irmãs usaram as redes sociais para engajar clientes — comece a criar uma relação mais próxima com suas clientes, mostrando os bastidores do seu brechó e as novidades que chegam.
- O clube de assinaturas oferece uma nova forma de consumo — considere implementar um sistema de aluguel de peças em seu brechó, especialmente para roupas de festa ou ocasiões especiais.


