Sustentabilidade

Desfile encerra 6ª edição da Rede Recostura com moda sustentável em Goiânia

A Rede Recostura encerrou sua 6ª edição com um desfile de moda sustentável em Goiânia, mostrando o resultado de meses de aprendizado em reaproveitamento têxtil. Para quem tem brechó, o projeto reforça a importância da formação em técnicas sustentáveis e da colaboração para gerar renda e criatividade (quem diria que a moda poderia ser tão colaborativa?).

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Desfile encerra 6ª edição da Rede Recostura com moda sustentável em Goiânia

Se você ainda não ouviu falar da Rede Recostura, é hora de prestar atenção. Recentemente, o projeto encerrou sua 6ª edição com um desfile de moda sustentável que aconteceu no Teatro Sesc Centro, em Goiânia. O evento foi o ponto alto de um trabalho que une aprendizado e reaproveitamento têxtil em uma verdadeira passarela de criatividade e inclusão social.

O que rolou no desfile?

O desfile, realizado no dia 11 de outubro, foi a culminância de quatro meses de oficinas promovidas pelo Sesc Mesa Brasil. Durante esse tempo, participantes de diversas entidades sociais se reuniram quinzenalmente para aprender tudo sobre reaproveitamento têxtil: customização, modelagem, corte, costura, bordado e até tecelagem artesanal. Ou seja, foi uma verdadeira imersão no mundo da moda sustentável, com foco na economia circular.

Um total de 18 modelos, que incluem tanto alunos da Universidade Federal de Goiás (UFG) quanto participantes da Rede Recostura, mostraram ao público as peças que criaram. O resultado? Um desfile que não só exibiu moda, mas também contou uma história de aprendizado, inclusão e valorização da criatividade.

Rede Recostura: mais que um projeto de moda

O projeto vai além da simples confecção de roupas. A Oficina Rede Recostura é uma iniciativa que visa capacitar representantes de entidades sociais, compartilhando conhecimentos que podem ser replicados em suas comunidades. O objetivo é aumentar a autonomia financeira dessas organizações e de seus beneficiários. E, convenhamos, isso é música para os ouvidos de quem trabalha no setor social.

Durante a formação, que teve um total de 15 encontros com cerca de 50 horas de duração, os participantes aprenderam técnicas que vão desde o reaproveitamento de roupas até o crochê. A gerente do Sesc Mesa Brasil, Lilian Morera, expressou sua expectativa para o evento de encerramento: “Estamos ansiosos para ver o resultado de tudo o que foi produzido ao longo desses meses.” E, pelo que foi apresentado, não faltou dedicação.

Um desfile que emociona

O tema deste ano, “As mãos que tecem rastros de linha”, realmente refletiu o espírito colaborativo do projeto. As participantes não apenas confeccionaram as peças, mas também tiveram a oportunidade de desfilar suas próprias criações. A coordenadora da Rede Recostura, Isadora Medeiros, ressaltou a importância desse processo colaborativo: “O que o público vê na passarela é resultado de um trabalho construído por muitas mãos.”

Para algumas participantes, como Natalina Abadia, a experiência foi transformadora. “Este momento está sendo muito especial para mim. Nunca desfilei antes e estou achando maravilhoso.” E não foi só Natalina que se sentiu assim. Maria Neide resumiu sua experiência de forma direta: “Estou me sentindo uma modelo.” Isso mostra como a moda pode ser uma ferramenta poderosa de empoderamento e autoestima.

A importância do projeto para a comunidade

O Sesc, parte do Sistema Fecomércio, Sesc e Senac Goiás, tem um papel fundamental na promoção de iniciativas como a Rede Recostura. O presidente do Sistema, Marcelo Baiocchi Carneiro, destacou que o projeto é um exemplo de como a qualificação profissional pode gerar oportunidades reais e fortalecer comunidades. “A Rede Recostura transforma materiais, mas, principalmente, transforma vidas”, afirmou.

Leopoldo Veiga Jardim, diretor regional do Sesc e Senac Goiás, também enfatizou a relevância do desfile como uma celebração do aprendizado e do crescimento dos participantes. “O desfile é a celebração de todo esse processo de aprendizagem, dedicação e crescimento vivido pelos participantes ao longo da oficina.”


À medida que a Rede Recostura se aproxima de sua 8ª edição, fica claro que o projeto reafirma seu compromisso com a formação cidadã, a sustentabilidade e a geração de oportunidades. A moda, como vemos, pode ser muito mais do que roupas; pode ser um verdadeiro motor de inclusão e transformação social.

  • Separe algumas peças que você considera sem uso e teste técnicas de reaproveitamento, como customização e bordado, inspiradas nas oficinas da Rede Recostura.
  • Monte uma vitrine com peças que contam uma história de reaproveitamento, destacando o processo criativo por trás de cada item.
  • Considere organizar um evento de moda sustentável em sua loja, convidando a comunidade para participar e aprender sobre reaproveitamento têxtil.
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