Coalizão de Marcas e Plataformas Busca Isenção de Impostos sobre Vendas para Impulsionar o Mercado de Revenda
Coalizão de marcas de moda e plataformas digitais está pressionando para eliminar impostos sobre roupas de segunda mão, alegando que isso é uma forma de dupla tributação.

A real é que uma coalizão de marcas de moda globais e plataformas digitais está se mobilizando para eliminar os impostos sobre vendas de roupas de segunda mão. Essa informação vem de um relatório do Retail Brew, publicado no dia 30 de junho. O grupo argumenta que tributar itens no ponto de revenda é uma forma de "dupla tributação", já que o governo já arrecadou o imposto quando as roupas foram vendidas pela primeira vez.
Essa iniciativa é liderada pela Ellen MacArthur Foundation, com sede no Reino Unido, e conta com grandes nomes da indústria, como H&M, Primark, Lacoste e Stella McCartney, além de plataformas de revenda como ThredUp, Etsy e The RealReal. O objetivo é fazer parte de um movimento estratégico mais amplo para transformar a indústria da moda em uma "economia circular", tornando a revenda de produtos usados mais competitiva em relação à produção de novos.
"Os bens usados já foram vendidos uma vez no mercado, então o governo já arrecadou impostos sobre o item", afirma Alon Rotem, diretor de estratégia da ThredUp.
Além da isenção de impostos sobre vendas, a coalizão também está defendendo a redução de impostos sobre a mão de obra para empregos essenciais no setor de revenda, como os trabalhadores de armazém e de reparo. Ao contrário da produção em massa tradicional, que se beneficia de economias de escala, o modelo de revenda é intrinsecamente intensivo em mão de obra. Para se ter uma ideia, classificar e consertar 100 itens usados exige muito mais esforço manual do que fabricar 100 novos, criando assim uma desvantagem de preço para os modelos de negócios circulares.
Os defensores dessa causa argumentam que a redução de impostos poderia incentivar a transferência de empregos para o país. Rotem sugeriu que a diminuição da carga tributária sobre os salários em 20% a 30% permitiria que as empresas expandissem suas operações internas ou aumentassem os salários. A ThredUp, por exemplo, emprega cerca de 2.000 pessoas em centros de distribuição na Pensilvânia, Geórgia, Arizona e Texas.
Esse movimento segue esforços semelhantes em outros lugares; em 2024, a Ikea Canadá lançou uma petição que ultrapassou 36.000 assinaturas para eliminar impostos sobre itens de segunda mão. Leyla Ertur, diretora de sustentabilidade do H&M Group, afirmou que lidar com essas barreiras fiscais é "uma das formas mais rápidas e concretas" para escalar a circularidade dentro da indústria da moda global.
- O movimento pela isenção de impostos pode inspirar você a organizar um evento de revenda no seu brechó, destacando a importância de comprar de forma sustentável.
- Considere a possibilidade de criar uma seção de peças de segunda mão a preços especiais, aproveitando a tendência de economia circular que está em alta.
- Verifique se há apoio local para iniciativas de revenda e, se possível, junte-se a outras donas de brechó para aumentar a visibilidade da causa.
