Capivanarte: Moda sustentável de Roraima brilha na COP30 com arte e história
A Capivanarte, marca de moda sustentável de Roraima, vai representar a Amazônia na COP30, mostrando como a moda autoral pode ser uma poderosa ferramenta de valorização cultural e ambiental. Para quem tem brechó, a mensagem é clara: conectar identidade e sustentabilidade pode abrir portas para novos mercados (e quem não quer isso?).

A moda sustentável está ganhando cada vez mais espaço, e a história da Capivanarte é um exemplo perfeito disso. À frente da marca, Ana Paula traz à tona a riqueza da cultura amazônica, transformando arte em moda com uma pegada ecológica que faz a diferença. E o que é ainda mais empolgante? Suas criações estarão em destaque na loja colaborativa do Sebrae durante a COP30, que rola a partir de 9 de novembro em Belém (PA). Vamos entender melhor essa trajetória e o que isso significa para o cenário da moda no Brasil.
A Capivanarte: Da arte à moda
A Capivanarte não é apenas uma marca; é um verdadeiro manifesto cultural. Ana Paula, a mente criativa por trás da marca, começou sua jornada em 2018, quando decidiu dar vida a suas ideias através da pintura em roupas. O que começou como um hobby logo se transformou em um negócio promissor, impulsionado pela aceitação do público. “Comecei pintando roupas para mim, sem pretensão. Depois os amigos começaram a se interessar, e a coisa foi crescendo”, conta Ana Paula. (Quem nunca começou algo apenas por diversão e viu a coisa tomar proporções inesperadas?)
A marca se destaca pela mistura de cores, texturas e símbolos que remetem à ancestralidade e à resistência criativa da Amazônia. Cada peça carrega uma história, refletindo a cultura indígena, africana e amazônica. Ana Paula enfatiza que “são roupas, mas também são narrativas visuais”. Essa conexão entre arte e moda é um dos grandes trunfos da Capivanarte.
O apoio do Sebrae: Uma virada estratégica
A virada na trajetória da Capivanarte aconteceu quando Ana Paula se conectou com o Sebrae Roraima durante um evento. A partir daí, ela começou a participar de projetos e feiras que valorizam a moda autoral e a sustentabilidade. “Com o Sebrae, consegui entender melhor o mercado e mostrar que a moda autoral também tem espaço”, diz ela. O suporte da instituição foi fundamental para abrir portas que, sozinha, ela não conseguiria acessar.
Gabrielle Ribeiro, gestora de mercado do Sebrae Roraima, destaca a importância da loja colaborativa, que reúne marcas alinhadas à bioeconomia e à sustentabilidade. “Roraima teve 11 empresas aprovadas, e ver uma marca como a Capivanarte nesse grupo mostra o potencial da criatividade roraimense”, afirma. Os produtos da Capivanarte foram selecionados após uma curadoria técnica e estarão disponíveis em dois espaços da COP30, além de um marketplace no Mercado Livre. (Ou seja, a vitrine global está a um passo de se tornar uma realidade.)
Moda, sustentabilidade e a conexão com a natureza
As peças da Capivanarte não são apenas roupas; elas representam um compromisso com a natureza e a cultura local. Ana Paula prioriza o uso de matérias-primas sustentáveis e processos manuais. “Os retalhos viram bolsas, colares, brincos. Nada é desperdiçado”, explica. Essa filosofia de criação consciente e respeitosa com o meio ambiente é a essência da marca e reflete diretamente na sua presença na COP30.
Para Ana Paula, estar na COP30 é uma extensão natural da sua missão. “A conferência fala sobre preservação, sobre o futuro do planeta. E é exatamente isso que tento expressar na minha arte”, conta. Levar a Capivanarte para um evento desse porte é, sem dúvida, um marco na luta pela valorização da cultura e da sustentabilidade.
O impacto da COP30 e a bioeconomia criativa
A COP30, que pela primeira vez será realizada na Amazônia, representa uma oportunidade ímpar para as marcas locais. Ana Paula vê isso como um momento de reconhecimento. “Quero que as pessoas vejam que a moda também pode ser sustentável, que está ligada ao clima, à cultura e à economia”, afirma. Essa conexão entre moda e meio ambiente é cada vez mais relevante, e a presença de marcas como a Capivanarte na conferência é um reflexo do fortalecimento da bioeconomia na região.
O Sebrae tem investido nesse modelo de desenvolvimento regional, promovendo cadeias produtivas que respeitam o meio ambiente. “O que o Sebrae faz é dar visibilidade e suporte técnico para que esses produtos possam alcançar o mercado nacional e internacional”, explica Gabrielle. Essa estratégia é fundamental para que empreendedores como Ana Paula possam mostrar seu trabalho e suas histórias para o mundo.
Inspiração para novos empreendedores
A trajetória de Ana Paula é uma fonte de inspiração para outros artistas e empreendedores da indústria criativa. Ela ressalta a importância de buscar parcerias e apoio, afirmando que “sozinho, não chegamos longe”. O Sebrae foi a ponte que a ajudou a transformar sua paixão em profissão, e seu sucesso é um exemplo de que, com dedicação e apoio, é possível alcançar grandes conquistas.
A Capivanarte é um símbolo de uma moda que respeita o tempo, o território e as pessoas. Com sua presença na COP30, Ana Paula e sua equipe mostram ao mundo a beleza e a riqueza da Amazônia, unindo arte, cultura e propósito em cada peça produzida.
- O Sebrae Roraima apoiou 11 marcas para a COP30 — pense em como você pode se conectar com instituições locais para ganhar visibilidade.
- A Capivanarte utiliza sobras de tecido para criar novos produtos — separe suas sobras e monte uma linha de acessórios a partir delas.
- Explore a bioeconomia e a sustentabilidade em suas criações — teste novos materiais que respeitem o meio ambiente e se conectem com a cultura local.


